Domingo, 4 de Março de 2007

...

Olá a todos!

Bem... está a chegar ao fim.  Foram quatro semanas de trabalho ardúo, mas muito divertidas!

Esperamos que tenham gostado do nosso trabalho.

Fica aqui a nossa resposta ao último desafio - um quiz!!! O objectivo dele é ver o quanto apreenderam dos contéudos do nosso blog e dos sites que consultamos. Divirtam-se!

www.teknocrazy.no.sapo.pt/ficheiros/GilVicenteQuiz.htm

É tempo de nos despedirmos, que temos muito que fazer para a escola, o relógio não pára e os testes continuam.

Até breve! (Esperemos... )

 


Gostariamos de agradecer a todos aqueles que nos aconselharam ao longo da nossa participação neste desafio que foi o Sapo Challenge. A todos um muito obrigado!

sinto-me:
publicado por autodoinferno_tk às 17:47

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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007

A Actualidade da Crítica Vicentina

No seu tempo, o brilhante dramaturgo criticava o fidalgo, o sapateiro, o onzeneiro, a alcoviteira, o frade, o judeu, o corregedor e o procurador. E se Gil Vicente vivesse no nosso tempo? Quem preenche os requisitos para se tornar na versão moderna destas personagens quinhentistas? Desde os políticos até às redes de prostituição, candidatos não faltam. Por Teknocrazy

 


As luzes da sala apagam-se. Esta cai numa escuridão suave e as cortinas do palco abrem-se de par em par. Lá estão as barcas, o Anjo e o Diabo: o Auto da Barca do Inferno vai começar.

Seis séculos se passaram desde que Gil Vicente levou à cena este mesmo auto. Naquele tempo, as vítimas das suas críticas foram o orgulhoso fidalgo, os corruptos onzeneiro e sapateiro, o mulherengo frade, a materialista e desencaminhadora alcoviteira, o corruptor judeu e os subornáveis corregedor e procurador.

Agora, passadas a revolução industrial, a revolução francesa e as duas grandes guerras, ou seja, depois de tantas mudanças no mundo, quem diria que tantas das críticas que naquela altura se faziam permanecem actuais?!

A sociedade portuguesa do século XXI não parece ter mudado muito: aqui e ali ouvem-se casos de corrupção e subornos (basta falar-se em Apito Dourado e caso Felgueiras, e logo nos saltam à memória dezenas de exemplos semelhantes), tráfico de influências, materialismo obsessivo, entre muitos outros.  

 

“E tu viveste a teu prazer cuidando cá guarecer porque rezam lá por ti?”

Acusado de ter pecado enquanto vivo, e consequentemente estar destinado ao inferno, o Fidalgo reage incredulamente, não aceita a realidade, procura a todo o custo uma solução para os seus problemas. Volta-se para a barca do Paraíso e exige embarcar por ser “Fidalgo de Solar”. O momento é intenso. O anjo recusa, sem demora, acusando-o de ser tirano e cruel para com os de menor condição social “desprezastes os pequenos/ achar-vos-eis tanto menos/quanto mais fostes fumoso”.

A crítica parece familiar embora não mais haja Fidalgos em Portugal.

Um senhor na fila de trás murmura “Se em vez de um Fidalgo pusessem ali um ministro não destoava nada!”

É um facto. A educação, a justiça, a saúde, a segurança, o bem-estar, o equilíbrio ambiental que se dizem gratuitas apenas o são teoricamente, os impostos aumentam sempre que possível, os portugueses vivem cada vez pior… Mas olha-se para meia dúzia de privilegiados… e a situação é totalmente oposta! E porquê? Porque as leis, que se dizem para todos, afinal, parece só se aplicarem a alguns. Assim, considerando que há ministros e outros políticos que, nas férias, partem para o estrangeiro depois de dizerem que o país está em crise e consentem em leis que beneficiam os de maior condição social mas prejudicam o comum dos portugueses, parece ser acertado afirmar que a versão moderna do Fidalgo seria o Senhor Ministro (expressão suprema dos “ilustres e superiores” políticos).

E não é que, no momento oportuno para levar a cabo certo projecto (e fazê-lo bem feito), nunca há recursos, nem vontade, excepto quando se trata de remediar o que já começou mal, para que os responsáveis possam sair menos mal vistos? Aí os ânimos exaltam-se, as vontades congregam-se e os recursos aparecem. Contudo, nos entremeios, cometeram-se erros desnecessários e muitos foram lesados.

 

“Tu roubaste, bem trinta annos, o povo, com teu mister.”

Depois do Fidalgo, chegam o Sapateiro e o Onzeneiro. A estas personagens estão associadas a corrupção financeira e a falta de ética comercial. Torna-se, por isso, difícil associá-las a um grupo social ou profissional específico: tais “pecados” acontecem em tantas situações! A sociedade portuguesa está cheia de exemplos de situações semelhantes à do Sapateiro e à do Onzeneiro. Quem não ouviu falar de comerciantes que enganam os clientes (não só nos pesos e nas medidas, mas também no preços convenientemente arredondados em unidades múltiplas ou inflacionados de forma a posteriormente permitirem “descontos” de 30, 40, 50 ou mais % - sem que o produto chegue ao preço de custo?! E o caso das comissões bancárias e dos arredondamentos das taxas de juros? Todos sabemos que rendem largos milhões aos bancos, sempre proclamando-se como servidores públicos e protectores dos necessitados. Tal e qual como o Sapateiro. Quem não ouviu falar de figuras políticas que, chegadas ao poder, fazem os possíveis para “encher os bolsos”? É que servindo os outros, “servem-se a si próprios” quando chega o momento da retribuição dos favores, como no famoso caso do saco azul. E lá diz o Anjo “Essa barca que lá está, [Barca do Inferno] leva quem rouba de praça”

 

“Eu sou Brísida, a preciosa (…)/ a que criava as meninas/ para os cónegos da Sé”

É a cena da Brísida Vaz, a alcoviteira, dona de um bordel. A ligação desta personagem à actualidade é evidente. Pode-se começar pela relação à prostituição, tão criticada no Auto da Barca do Inferno (especialmente a prostituição “de luxo”) que ainda hoje se pratica, sendo um “negócio” muito “rentável”. Mas Gil Vicente, com a alcoviteira, não se fica por aí: da sua obra pode-se também extrair uma crítica à manipulação da verdade. Diz Brísida Vaz “Santa Úrsula não converteu/ tantas cachopas com’eu/ todas salvas pollo meu/ que nenhua se perdeo!” Obviamente manipulando os factos, ela tenta convencer o Anjo que levar raparigas a prostituir-se é uma obra santa.

Transpondo para a actualidade, quase se pode comparar Brísida Vaz aos media. Não que eles defendam o mesmo que ela, mas a sua atitude é semelhante. Quantas vezes não se acusou já a televisão, os jornais ou as revistas de distorcerem os factos, levando as pessoas a acreditarem numa coisa que, na realidade não era bem assim?

Por fim, pode-se destacar uma terceira crítica que, nos dias de hoje, tem ainda mais peso: a crítica ao materialismo obsessivo e às falsas aparências. Brísida traz, com ela, para a cena, “Seiscentos virgos postiços/ e três arcas de feytiços/ que nam podem mais levar.” Sem comentários.

 

“Eu muy bem me confessei/ mas tudo quanto roubey/ encobri ao confessor”

Desta vez tem-se o corregedor e o procurador em cena, a representação da Justiça em Portugal. Representação que, de positiva, pouco tem. De facto, a justiça é retratada como sendo corrupta e obscura. Ainda hoje, o emaranhado legal é de tal forma complexo que apenas quem lhe conhece os meandros a pode usar para obter justiça. Em quantos casos a vítima inocente não pode fazer prova da sua boa fé, nem dirigir-se directamente ao tribunal, porque a lei lhe impõe tantas exigências que só com recurso a um mediador (um advogado) pode tentar dizer de sua justiça? E todos conhecem o “preço” da justiça…

Também são se pode esquecer que, muitas vezes, a justiça acaba por favorecer, não o inocente, mas aquele que tem dinheiro para pagar a (equipas de) juristas para descobrirem nas teias da Lei os preceitos mais favoráveis ou os vazios legais ou como, de estratégia em estratégia ou de recurso em recurso, delongar a conclusão dos processos.

 

A Sociedade Vicentina e a Sociedade Actual

Muito ainda havia a dizer nesta comparação entre a sociedade vicentina e a sociedade actual. Ficam de parte as críticas ao mulherengo Frade, ao discriminado Judeu (que nem na barca do Inferno o quiseram levar) e ao iludido Enforcado.

Depois de tudo isto, não restam dúvidas: apesar da distância temporal que nos separa, a sociedade portuguesa não evoluiu significativamente. E porque será?

Será que, a partir dos descobrimentos (época áurea de Portugal, na qual este foi, indubitavelmente, um dos maiores países do mundo) nos tenhamos acomodado e, em vez de ver passar navios cheios de ouro e riquezas (fruto do saber, das técnicas e do esforço dos portugueses), tenhamos ficado a ver passar os navios dos outros países (mais rápidos e desenvolvidos)?

Talvez.

O certo é que ainda podemos ser criticados como há 600 anos atrás. Talvez tenha chegado o tempo de mudar.

 


 

 

Para a elaboração esta reportagem foi consultado o livro:

PIMPÃO, Álvaro Júlio da Costa (Coordenação), Obras Completas de Gil Vicente (1975), Edição Revista, Livraria Civilização, Barcelos, Páginas VII à LXXXIII e 57 à 67.

sinto-me:
publicado por autodoinferno_tk às 22:40

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Segunda-feira, 19 de Fevereiro de 2007

Um pouco mais sobre Gil Vicente

Acerca da Vida de Gil Vicente subsistem muitas dúvidas.

Nos registos da época, encontram-se referências a três indivíduos de nome Gil Vicente: um, mestre da balança da Casa da Moeda; outro, ourives; e ainda um terceiro Gil Vicente, dramaturgo.

A maioria dos autores associa o dramaturgo ao ourives, deixando de parte o “mestre da balança”. Outros afirmam que se tratava de três pessoas diferentes. Contudo, alguns asseguram que se trata da mesma pessoa.

Estes últimos apoiam a sua tese (a da identidade ) numa cota que dizia “Gil Vicente, trovador, mestre da balança”, por cima do registo da carta régia de 4 de Fevereiro de 1513, segundo a qual o ourives de D. Leonor era nomeado “mestre da balança” da cidade de Lisboa. Esta parece ser, sem dúvida, uma boa prova, muito embora os defensores da teoria da dualidade não tenham ficado convencidos.

Para eles, Gil Vicente (poeta), não podia ser o Gil Vicente (ourives) uma vez que, segundo o depoimento de Belchior Vicente (confirmado como sendo filho de Gil Vicente (poeta)) o seu pai teria morrido entre 1536 e 1540, enquanto que, segundo os dualistas, Gil Vicente (ourives) teria falecido antes de 1530. Contudo, o argumento em que se baseavam para defender a data da morte do ourives não é de todo conclusivo.

A outra razão dos dualistas prende-se na notória diferença entre as duas assinaturas (feitas com vinte anos de diferença) atribuídas, respectivamente, ao ourives e ao poeta. Mas não se pode por de parte o facto de, apesar das diferenças, as assinaturas poderem pertencer à mesma pessoa: ao longo destes vinte anos Gil Vicente (poeta e ourives) pode ter sentido necessidade de adaptar a sua assinatura à sua nova condição de aristocrata.

É, por isso, impossível de concluir dos argumentos dos dualistas a distinção entre poeta e ouvires, tornando-se mais simples de aceitar a tese da identidade.

 

Quanto à origem, data de nascimento e de óbito de Gil Vicente também não se têm certezas. Crê-se que Gil Vicente seja oriundo de Guimarães, suposição confirmada por testemunhos registados de pessoas da época com ligações a Gil Vicente. Pensa-se, também, que tenha nascido entre 1460 e 1470 já que nos inícios do ano 1531, numa carta a D. João III dizia-se “vezinho da morte”, não no sentido de gravemente doente (de facto, acabara de repreender viva e eloquentemente a atitude dos Frades de Santarém) mas sim de muito idoso.

Parece ter casado duas vezes, primeiramente com Branca Bezerra e, depois, com Melícia Rodrigues.

Acredita-se que Gil Vicente faleceu em 1536, pouco depois de levar a cena o seu último auto (Floresta de Enganos), em Évora, segundo diz a tradição.

 


Na elaboração deste artigo, foi consultado o livro:

PIMPÃO, Álvaro Júlio da Costa (Coordenação), Obras Completas de Gil Vicente (1975), Edição Revista, Livraria Civilização, Barcelos, Páginas VII à LXXXIII e 57 à 67.

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publicado por autodoinferno_tk às 16:22

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007

Entrevista

Entrevista a Gil Vicente

 

 

 Guião da Entrevista

(como vão poder ver, difere um pouco do que dissemos no video)

 

Temos aqui connosco, por um período de licença exclusivo para a nossa entrevista, aquele que é, por muitos, considerado o pai do Teatro Português, Gil Vicente!

Gil Vicente revolucionou o seu tempo com a sua extensa obra que inclui textos líricos bem como textos dramáticos. Enquanto homem das artes do palco, Gil Vicente foi encenador, actor e músico. O seu talento concedeu-lhe um lugar privilegiado na Corte Portuguesa, de tal modo que até se dava ao luxo de criticar a nobreza, sem ter represálias. Contudo, toda a sua restante vida permanece um mistério.

REPÓRTER 1: Por que decidiu tornar-se dramaturgo?

GIL VICENTE: Quando a Raynha viúva D. Leonor m’acolheu na Corte e m’incumbiu d’animar os seus serões decidi aproveitar a oportunidade pera dar largas ao meu talento de crítico social pois da máxima latina “ridendo castigat mores” sempre fui adepto.

R1: Como explica o facto de ser o primeiro dramaturgo português?

G: Na época em que vivi, a cultura portuguesa s’encontrava ainda numa fase de desenvolvimento inicial (e, pelo que vi já, nalgumas áreas continua assi!). Por isso foi simples ser o primeiro em üa cousa que noutros países se fazia já, menos em mui bom Portugal.

R1: Das obras que escreveu, qual é a sua preferida?

G: Ora eu me maravilho! Indubitavelmente o Auto da Barca do Inferno. Obra sublime! E tão visionária! Quem diria que consegui prever como as cousas realmente acontecem do outro lado.

R1: Afinal, o que é o outro lado?

G: O outro lado é o cais. E dizemos do outro lado porque nam é nem lá em cima (Paraíso), nem lá em baixo (Inferno). O outro lado fica na curva do rio, onde as barcas estão.

R1: Qual foi o momento mais decisivo na sua carreira?

G: A partir do momento em que a Raynha D. Leonor me chamou pera a Corte, pude exercer livremente o meu espírito crítico, satirizando a sociedade à margem de qualquer censura. Por esse motivo este convite foi o momento mais importante da minha carreira.

R1: Há vários dados contraditórios acerca do local onde nasceu: alguns dizem em Guimarães, outros nas Beiras e ainda em Lisboa. Afinal, onde é que o Sr. Gil nasceu?

G: Deo Gracias! O local onde se nasce não é muito importante! Eu conheço bem Guimarães, conheço as Beiras e conheço mui bem Lisboa, onde mais tempo passei. E pode acreditar que nam é por nascer em qualquer destes sítios que um homem se faz melhor! Até podia ter nascido em Trás-dos-Montes, Belém ou no Porto!... O que interessa é ser um homem do mundo!

R1: Uma fonte anónima (o meu stor de Português) asseverou-nos que o Sr. Gil, com o devido respeito, passou “para o outro lado” no ano de 1536. É isso um facto, ou mais uma calinada do meu stor?

G: Foi mais ou menos por volta dessa data que, para o mundo, morri.

REPORTER 2: Então, se já morreu, o que é está aqui a fazer?

G: Sabe, lá do outro lado, tem havido mui movimento. A barca do Inferno em particular tem andado mui cheia. E então a fila? Mas é que nem imagina! Vai desde o cais até ao “cu de Judas”!

R1: E por que estão assim tão cheias as barcas e a fila tão grande?

G: Ultimamente o sistema tem estado num caos!... só se vêem indivíduos de turbantes e peles escuras a ameaçar explodir com tudo!

R2: Bem,… isso quase parece a Assembleia da República!

R1: Para concluir, há registos da sua época que sugerem a existência de três pessoas de nome Gil Vicente: um ourives, um “mestre da balança” da Casa da Moeda, e, por fim, o Sr. Gil, o grande dramaturgo.

R2: Mas afinal houve mesmo três “Giles Vicentes” ou o Sr. Gil recebeu dos 3 lados?

G: Bem, no fundo, üa pessoa não sobrevive como escritor, especialmente num país como nosso Portugal… Porém ainda assi… Sabe como é…

Quanto tempo nos resta?

Como homem de gosto dediquei-me um pouco a todas as artes… incluindo a ourivesaria… a joalharia… porém também me dediquei à contabilidade assi como às artes da pesca. Bem, parece que o nosso tempo acabou. Espero ter respondido a todas as suas questões. Até à vista…!

 


 

Para a elaboração desta entrevista foram consultados os websites mencionados no post Breve Cronologia da Vida e Obra de Gil Vicente, bem como o livro:

PIMPÃO, Álvaro Júlio da Costa (Coordenação), Obras Completas de Gil Vicente (1975), Edição Revista, Livraria Civilização, Barcelos, páginas VII à LXXXIII e 57 à 67.

 


 

Gostariamos de agradecer, com especial carinho, ao João Freitas e ao Pedro Silva, mas sem nunca esquecer os "Plebeus". A todos um muito OBRIGADO!!!
sinto-me:
publicado por autodoinferno_tk às 17:51

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Sexta-feira, 9 de Fevereiro de 2007

Breve cronologia da Vida e Obra de Gil Vicente

 Custódia de Belém  

Da vida de Gil Vicente pouco se sabe.

Há registos da época que revelam a existência de um ourives de nome Gil Vicente, responsável pela Custódia de Belém (1506) e um Gil Vicente “mestre da balança” da Casa da Moeda. Alguns autores acreditam que se trata da mesma pessoa, mas nada, até agora, foi confirmado.

Devido à escassez de dados sobre a sua vida, focar-nos-emos na cronologia da sua obra.

 

v       1465(?) – Nascimento de Gil Vicente (em Guimarães?)

v       1502 – Representa o Monólogo do Vaqueiro em castelhano rústico nos aposentos da Rainha D. Maria para celebrar o nascimento do príncipe, o futuro Rei D. João III

v       1502 – Auto Pastoril castelhano

v       1504 – Auto dos Reis Magos

v       1505 – Auto de São Martinho

v       1508 – Auto da Alma

v       1509 – Primeira Representação do Auto da Índia, em Almada, perante a Rainha D. Leonor

v       1510 – Auto da Fé

v       1512 – O velho da Horta

v       1513 – Exortação da Guerra

v       1514 – Comédia do Viúvo

v       1516 – Auto da Fama

v       1517 – Primeira representação do Auto da Barca do Inferno

v       1518 – Auto da Barca do Purgatório

v       1519 – Auto da Barca da Glória

v       1521 – Cortes de Júpiter

v       1521 – Comédia de Rubena

v       1523 – Auto Pastoril Português

v       1524 – Frágua de Amor

v       1525 – Farsa do Juiz da Beira

v       1526 – Farsa do Templo de Apolo

v       1527 – Auto da Nau de Amores

v       1527 – Tragicomédia pastoril da Serra da Estrela

v       1527 – Farsa dos Almocreves

v       1528 – Auto da Feira

v       1529 – Farsa do Clérigo da Beira

v       1529 – Auto do Triunfo do Inverno

v       1532 - Auto da Lusitânia, intercalado com o entremez Todo-o-mundo e Ninguém

v       1533 – Auto de Amandis de Gaula

v       1533 – Romagem dos Agravados

v       1534 – Auto da Cananea

v       1534 – Auto de Mofina Mendes

v       1536 – Floresta de Enganos

v       1536 – Data da Morte de Gil Vicente

 

 


 

Para a elaboração desta cronologia foram consultadas as seguintes páginas web

v        Acedido em 09, Fevereiro, 2007 http://pt.wikipedia.org/wiki/Gil_Vicente#Obras   

v        Acedido em 09, Fevereiro, 2007                   http://pwp.netcabo.pt/0511134301/vicente.htm

v        Acedido em 09, Fevereiro, 2007 http://pt.wikisource.org/wiki/Autor:Gil_Vicente

v        Acedido em 09, Fevereiro, 2007 http://pt.wikipedia.org/wiki/Auto_da_%C3%8Dndia

 

A imagem da custódia é proveniente da página:

www.instituto-camoes.pt/cvc/literatura/gil.htm

 

sinto-me:
publicado por autodoinferno_tk às 20:18

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Apresentação

Olá e bem-vindos!

 

Este blog é da autoria do clã Teknocrazy, constituído por Bernardo Meira, Carlos Duarte, João Santos, Luís Ferreira e Sara Ramos, da Escola Secundária de Oliveira do Douro.

Teknocrazy

 

Para nos conheceres melhor clica aqui.

Deixamos aqui uma fotografia da nossa escola para que a possam contemplar devidamente.

 

 Escola Secundária/3 de Oliveira do Douro

 

O nosso objectivo é expor aqui alguns trabalhos relacionados com a extraordinária obra Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, repleta de humor e de crítica social.

Gil Vicente

Capa da edição original do Auto da Barca do Inferno( http://pt.wikipedia.org/wiki/Auto_da_barca_do_inferno) 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Podem estar a questionar-se acerca dos motivos que nos levaram a escolher esta obra e este autor.

Bem, poderíamos dizer-vos que Gil Vicente é um dramaturgo fascinante, um mestre da crítica social, e o Auto da Barca do Inferno uma dádiva às gerações vindouras, repleta de humor e de talentosa mestria no uso da palavra e da crítica. Mas isso seria dizer o que outros já disseram e, para nós, isso fica muito aquém da verdadeira razão que nos fez optar por esta obra e por este autor.

Gil Vicente queria mudar o Mundo! Queria torná-lo num lugar melhor, mais justo, mais humano, mais honesto e com menos desigualdades entre os Homens (e a Revolução Francesa ainda vinha longe!…). Ao contrário de muitos, fê-lo de uma forma inteligente e pela positiva: não declarou guerras, não levou a cabo assassinatos em massa – não foi pelo caminho do terrorismo nem da violência.

Gil Vicente usou a maior arma do Homem: a palavra!

Atento ao quotidiano, conheceu profundamente a realidade da sociedade. Através das suas obras, onde demonstrou um magistral dom da palavra, potenciada pela força do humor, expunha ao ridículo a corrupção, as desigualdades e a hipocrisia de diversos grupos sociais, dardejando-os com as suas críticas e piadas satíricas. Ele sabia que uma boa gargalhada era um primeiro passo para a solução de um problema e para a mudança dos costumes.

É, também, surpreendente como, passados seis séculos, as críticas de Gil Vicente continuam actuais. Os tempos mudaram, mas muitas práticas se mantêm.

Quanto à obra, escolhemo-la por a considerarmos como sendo uma divinal manifestação do génio de mestre Gil.

 

Esperemos que apreciem os nossos trabalhos feitos com o suor dos nossos rostos (e dos nossos intelectos) na tentativa de vos surpreender e agradar.

 

 

 

sinto-me:
publicado por autodoinferno_tk às 14:54

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